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Bronquiolite Viral Aguda

Por:Gustavo Porto
Artigos

01

jun 2016

Bronquiolite viral aguda é uma doença respiratória que acomete crianças menores de 2 anos de idade, com maior incidência entre o 3º e 4º meses de vida, sendo causada por infecção viral das vias aéreas inferiores. Ela provoca chiado (sibilância) que pode vir associado a tosse e falta de ar. Os vírus responsáveis pela bronquiolite atacam principalmente nos meses de outono e inverno.

A principal forma de transmissão é através de aerossóis de origem respiratória (espirros) ou através de contato da mão contaminada na mucosa ocular ou nasal. A secreção nasal permanece infectante por cerca de 30 minutos em roupas ou tecidos e por mais de uma hora em luvas contaminadas. Em superfícies duras como estetoscópios, berços e utensílios de metal, a transmissão pode ocorrer por até 6 a 12 horas. O período de incubação é de 2 a 8 dias e a transmissão inicia-se antes do aparecimento dos sintomas.

Em muitos casos, os bebês melhoram espontaneamente entre 5 ou 7 dias. Porém, em casos mais graves, quando a dificuldade respiratória é muito intensa, pode ser necessária internação hospitalar. São mais sensíveis ao quadro mais grave da doença os bebês prematuros, com baixo peso, com doença cardíaca congênita ou algumas outras doenças crônicas como síndrome de Down e doença pulmonar da prematuridade.

Bronquiolite x Asma

O diagnóstico de bronquiolite viral aguda é essencialmente clínico, isto é, não necessita de exames radiológicos e laboratoriais. A história de congestão nasal, seguida de tosse, sibilância (chiado) e dificuldade respiratória em lactentes é bastante característica.

O principal diagnóstico diferencial é a primeira crise de asma. A história pregressa de sibilância, alergias, registro familiar positivo de asma e a boa resposta ao tratamento com broncodilatador (salbutamol e fenoterol) sugerem o diagnóstico de asma. Entretanto, no primeiro episódio de sibilância, é difícil fazer essa diferenciação, sendo que somente o acompanhamento clínico poderá ajudar o estabelecimento do diagnóstico.

Como reduzir o risco de bronquiolite

  • Evite ambientes fechados e aglomerações
  • Evite creches e escolinhas para bebês menores de 1 ano
  • Lave as mãos com frequência: ao chegar em casa e antes de ter contato com o bebê
  • Evite o contato com pessoas resfriadas ou gripadas
  • Aplique a vacina de Influenza anualmente

Fonte: www.conversandocomopediatra.com.br; www.pediatriaemfoco.com.br; Pediatria Ambulatorial, 5ª edição, editora Coopmed


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