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Refluxo gastroesofágico

Por:Gustavo Porto
Artigos

05

jul 2016

O refluxo gastroesofágico (RGE) é a volta do conteúdo do estômago para o esôfago. Para evitar que isso ocorra, o esôfago tem um tipo de válvula, chamada de esfíncter cuja  função é impedir que esse conteúdo estomacal retorne. Essa válvula deve se abrir para que o alimento deglutido desça até o estômago, onde ocorre uma das etapas do processo digestivo.

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Na verdade, mesmo quando não estamos nos alimentando, essa válvula não permanece fechada o tempo todo, mesmo em pessoas saudáveis. Isso significa que qualquer pessoa apresenta refluxo gastroesofágico em menor ou maior grau.

A maioria dos bebês antes de seis meses de idade apresenta RGE, ou seja, vomitam ou regurgitam, mas sem consequências para o seu desenvolvimento. À medida que se desenvolvem e começam a receber alimentos mais consistentes, principalmente após os seis meses de idade, os sintomas melhoram.

E quando o refluxo passa a ser um problema, ou seja, uma doença?

O conteúdo gástrico, geralmente é ácido e pode lesar a mucosa esofagiana. Entretanto, essa mucosa possui mecanismos próprios de proteção contra essa acidez, mantendo o esôfago saudável. Entretanto, essas barreiras de proteção esofagianas são limitadas e quando a acidez se torna muito intensa ou o contato com o ácido se torna muito prolongado, ocorre a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

Então quais são os sintomas da DRGE?

– Vômitos e Regurgitações

– Falta de apetite

– Dificuldade de ganho de peso

– Anemia

– Irritabilidade

– Distúrbio do sono

– Azia, enjoo, dor ou queimação no peito

– Halitose

– Sintomas respiratórios

Medidas não-medicamentosas para o tratamento de DRGE

– Evitar roupas que apertem o abdome do bebêbaby-uneven-crib

– Evitar trocar a fralda no período pós-mamada

– Dieta laxante para as crianças com constipação intestinal

– Prevenir a obesidade

– Elevar a cabeceira do berço entre 20º e 30º

– Elevar a cabeceira da cama entre 15 a 20 cm

– para crianças maiores, evitar alimentos gordurosos, chocolate, café, bebidas gaseificadas e alimentação logo antes de dormir

Fonte: www.gastropediatria.med.br; Pediatria Ambulatorial, 5ª edição, editora Coopmed


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